É com muito pesar que tomei a decisão de me desligar do Bar
e Restaurante Marrocos.Terça-feira que vem dia 12, farei minha última
apresentação por lá na confraria. É uma pena que músicos do quilate de Salvador
Touguinha, Jorginho Domingues, Roberto Paz, Zê e Alexandre Rodrigues, tenham
que tocar para meia dúzia de pessoas, porque o público em geral que outrora tecia, e ainda tece elogios ao
talento dos citados músicos, virou-lhes as costas definitivamente. Muitos falaram que
era um absurdo o preço da cerveja, e também do couvert. Numa tentativa de agradar
a estes queixosos e trazê-los de volta, tomou-se uma medida drástica na qual
iríamos cortar a própria carne: baixar a cerveja, e pasmem, o couvert que é o pagamento pela arte que fazemos. Nem isso
foi suficiente. Ou a nossa música não é de boa qualidade, coisa que eu não
acredito, ou é pessoal , o que eu também me recuso a crer, mas são as únicas
opções que me ocorrem no momento.
sábado, 9 de junho de 2012
Depois
de um longo período sem postar, volto a fazê-lo para dizer da satisfação que me
dá em ser músico quase 24 horas por dia. É claro que tem suas mazelas,
decepções e outras contrariedades mais, mas por outro lado o custo benefício é
muito alto, e um dos exemplos disto foi o show do Luis Valério na quarta-feira
última, dia 06 de junho, no Foyer do Teatro São Pedro. Foi estafante o número
de ensaios e as horas dispendidas nêstes, mas o show compensou com sobras,
muitas sobras. Nas companias de Salvador Touguinha, estupendo como sempre, e do
competente Cris Menezes, fizemos uma irretocável parede musical para que
brilhasse o talento inquestionável de Luis Valério, passeando sobre um
repertório nada convencional, mas nem porisso, e até porisso brilhante. Ao
final aplausos demorados do público em pé. Quer melhor do que isso? Eu não.
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